Jornalismo do Oeste está em luto, morreu Vinícius Azzolin Lena - Jornal Nova Fronteira

vinicius

Texto Miriam Hermes

O editor do jornal Nova Fronteira, Vinícius Azzolin Lena, 85 anos, morreu na manhã de hoje, 03 no setor de Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Oeste, em Barreiras, onde estava internado há cerca duas semanas.

Riograndense de Jaguari, também era cidadão barreirense em título concedido pela Câmara de Vereadores, fato que muito lhe orgulhava. Chegou na Bahia em 1986, dedicando-se no princípio à atividade agropecuária.

Desde 1991, com a morte trágica do filho Victor Emmanuel Lena, assumiu com o filho Eduardo Vencato Lena e a nora Leila Ribeiro, a continuidade do jornal Nova Fronteira.

Vinícius deixa uma lacuna na cultura local, onde era uma referência entre jornalistas, poetas, escritores e amigos. Além de publicações em diversos sites dedicados à literatura, editou os livros Traçando Barreiras (ilustrado por desenhos de Júlio Cézar da Cruz) e Pequenas Histórias. Também era membro fundador e ex-presidente da Academia Barreirense de Letras (ABL).

Formado em Contabilidade na cidade de Santa Maria (RS), alimentava na juventude o sonho de fazer medicina. Estudou inglês, latim, espanhol, francês e italiano. Por dificuldades financeiras abdicou do sonho e retornou às raízes da família de origem italiana em Jaguari, onde se casou aos 28 anos com Sirlei Magdalena Vencato Lena (In Memoriam) e tiveram quatro filhos: Vitor Emanuel Lena (In Memoriam), Marcos Daniel Lena, Eduardo Vencato Lena e Vanessa Vencato Lena. Vinícius deixa oito netos.

Para encerrar, deixo um poema de sua autoria, publicado no site Recanto das Letras em dezembro de 2009.

AGORA VOU

Agora vou cuidar de flores
Delicadas dádivas da natureza
Relembrando meus antigos amores.

Agora vou fixar-me só nas estrelas
Com seu eterno cintilar de vagalumes
Para pensar que serão minhas, mesmo sem tê-las.

Agora vou mirar-me no espelho
Da luz de teu olhar de lânguidos encantos
Para sonhar o amor, sem atropelo.

Agora vou vestir minh’alma nua
Com a roupagem da sabedoria pura
Para fechá-la depois com chave gazua

Agora irei pelo caminho das pedras
Desviando-me das mais pontiagudas
Pisando só onde a erva não medra.

Agora vou sorver o nectar delicado
Da uva, que reconforta meu existir profano
E para Deus no ceu, demonstrar meu agrado.

Agora vou nadar no rio do Tempo
Que cai em catadupas, gerando forças
Para levar-me a um final cheio de alento

Agora que cheguei até onde estou
Onde as emoções, sim, me fazem persistir
Pensando como a vida é bela, agora vou…

 www.jornalnovafronteira.com.br

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